Orquestra Filarmonia das Beiras, dirigida por Nuno Coelho, marca presença na 4ª edição da bienal Reencontros de Música Contemporânea, com o oboísta e também solista B da Orquestra Tiago Coimbra, com a soprano Andrea Conangla e o saxofonista Luís Salomé.
O concerto de encerramento da quarta edição da bienal Reencontros de Música Contemporânea (RMC) constitui uma rara oportunidade para ouvir, no mesmo evento, três obras concertantes.
Do tempo da pandemia de COVID-19, ficou por estrear o Concerto de Saxofone [2021] de João Carlos Pinto (1998), uma obra encomendada pela Câmara Municipal de Aveiro para os RMC de 2021. Na altura, apenas foi possível escutar algumas partes orquestrais, comentadas pelo próprio compositor.
Dos esforços conjuntos de Tiago Coimbra e da Arte no Tempo no sentido de dar ao oboé um papel mais ativo na contemporaneidade, nascem não só algumas obras novas para instrumento solo, como também a edição da partitura do Concerto de Outono [1983], de Jorge Peixinho (1940 – 1995) – um dos compositores que mais se bateu no sentido de empurrar Portugal para a vanguarda musical – esperando tornar possível a sua interpretação por mais músicos e orquestras por esse mundo fora.
No dia em que se assinalam exatamente 100 anos sobre o nascimento de György Ligeti (28 de Maio de 1923 – 12 de Junho de 2006), não poderiam faltar três árias da sua “anti-anti-ópera”, sendo Ligeti o único compositor estrangeiro neste evento protagonizado por portugueses, não por se tratar da prata da casa, mas porque o nível do trabalho que desenvolvem vai ao encontro da excelência que a Arte no Tempo procura nos profissionais.
